Diamante Mandarim

Diamante Mandarim Selvagem

Diamante Mandarim Selvagem

Nome científico: Taeniopygia guttata

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Passeriformes
Género: Taeniopygia
Espécie: T. guttata

Esperança média de vida: 8 anos

Outros nomes: Diamante-mandarim

É um pequeno passeriforme, membro da família Passeridae, cujo nome científico é (Taeniopygia guttata). Este pássaro é originário da Australásia e é nativo da Austrália, Timor e Indonésia. Ocorre também em Portugal e nos Estados Unidos como espécie introduzida.

O mandarim é uma ave de pequeno porte, com 10 a 11 centímetros de comprimento. São aves muito gregárias e, na Natureza, nunca estão longe do resto do bando ou do seu parceiro.

Os mandarins são brancos na barriga e cinzento mosqueado de preto no dorso e asas. A cauda é preta e branca. O bico é vermelho vivo. O mandarim macho se diferencia da fêmea por possuir manchas alaranjadas ou castanhas abaixo de cada olho. As fêmeas têm em geral o bico mais claro e os juvenis têm o bico marrom-escuro quase negro.

História

O Diamante Mandarim é uma ave aconselhada a inexperientes no mundo da avicultura, por ser muito resistente. Mas a popularidade desta espécie não advém apenas dessa característica: as inúmeras mutações de cor e forma fazem com que seja também muito apreciada pelos mais experientes.

O Diamante Mandarim pode ser encontrado em estado selvagem na Austrália, na zona árida do país, e em Timor-Leste. É o mandarim mais popular do país. O Diamante Mandarim foi introduzido noutros países, tal como os Estados Unidos da América, Porto Rico e até mesmo Portugal. Podem ser encontrados em clareiras com alguns arbustos e em árvores. Estão adaptados à vida urbana e podem por isso ser vistos em parques nas cidades.

Temperamento

O Diamante Mandarim é uma ave pacífica que gosta de partilhar o aviário com outras aves da mesma espécie. O Diamante Mandarim prefere contudo voar pelo aviário a contactar com humanos. São aves activas, boas escolhas para aviários comunitários. Cada exemplar produz um som distinto, através da repetição de pequenos bips. As fêmeas não têm a capacidade de cantar.

Descrição

O Diamante Mandarim macho tem riscas brancas e pretas nas laterais e na cauda que são representativas da espécie. A fêmea tem tons mais claros, incluindo no bico que não é tão vermelho como o do macho. Os jovens têm o bico com marcas castanhas e a cauda curta.

De bico mais curto que o seu familiar Gould, possui também uma beleza fantástica. Existem 8 cores básicas e mais 400 diferentes, decorrentes de mutações dos criadores ao longo dos anos. As cores das mutações variam de castanho claro ao escuro, branco e prateado. A cor de base pode também ser castanha ou acinzentada. Existe uma mutação de bico amarelo.

Aparte da cor, existem também variedades com crista que podem ser incluídas em qualquer mutação de tom.

Alimentação

O Diamante Mandarim não é uma ave difícil de alimentar. A alimentação deve ser composta por ¾ de painço e ¼ de alpista. Verduras como couve e espinafres (excepto alface) devem ser incluídos em menos quantidade na alimentação da ave. Se for necessário pode complementar com vitaminas ou minerais.

Alojamento

O Diamante Mandarim pode ser mantido tanto dentro como fora de casa, uma vez que são aves que aguentam uma considerável amplitude térmica. No Inverno e no período de incubação aconselha-se a utilização de aquecimento. Se o alojamento for no exterior, deve ter um abrigo que proteja do frio e chuva e estar longe de correntes de ar. Dentro de casa, a gaiola deve permitir ao Diamante Mandarim voar.

Reprodução

O Diamante Mandarim não é uma ave difícil de reproduzir. Deve colocar uma caixa de ninho semiaberta dentro da gaiola/viveiro. Em alternativa pode oferecer às aves os materiais, vegetação, fibra de coco e pequenos ramos, e deixá-las construir o próprio ninho. A postura varia entre a 4 a 7 ovos. Assim que o ninho esteja concluído, não ofereça mais material, pois o Diamante Mandarim pode começar a construir por cima dos ovos. Os ovos eclodem ao fim de 12 dias, em média. As crias amadurecem aos 3 meses, mas só devem procriar tendo no mínimo 6 meses.

crias de mandarins

Subespécies

Existem duas subespécies do Diamante Mandarim:

Taeniopygia guttata guttata – encontrado em Timor-Leste. É mais pequeno e não têm a barra do padrão na garganta e no peito que se encontra no parente australiano.

Taeniopygia gutatta castanotis – habita a Austrália, excepto as zonas tropicais e o Sul do país.

Genética das cores:

mandarinmutaciones1

Clássico Cinzento | Factor Bruno | Cinzento de Dorso Claro

mandarinmutaciones2

Pastel | Face Negra | Factor Bruno de Dorso Claro

mandarinmutaciones3

Peito Negro | Bochecha Negra | Peito Laranja

mandarinmutaciones4

Pinguim | Prata ou Pastel | Mandarim de Crista

mandarinmutaciones5

Branco | Phaeo | Panaché

mandarinmutaciones6

Bochecha Castanho Escuro | Bochecha Factor Bruno | Malhado

mandarinmutaciones7

Eumo | Agata | Bico Amarelo

mandarinmutaciones8

Dorso Claro Peito Laranja | Ágata de Dorso Claro | Factor Bruno Peito e Face Negra

mandarinmutaciones9

Dorso Claro Peito Negro | Peito Pastel e Face Negra | Factor Bruno Peito Negro

Ligadas ao sexo

Branco de flancos castanhos – CFW (Chestnut Flanked White)

Diluídos – Lightback

Castanho – Fawn

Recessivas autossómicas

Pinguim

Isabel (Tipo Europeu)

Prateado

Bochecha preta

Branco

Malhado

Peito Preto

Peito Laranja

Bico Amarelo

Co-Dominantes

Isabel (segundo alguns autores)

Dominantes

Cinzento normal (selvagem)

Face Cinzenta

Face Preta

Poupa

Combinações

Corpo Preto

Phaeo

Face Castanha

Mutações raras

Eumo (só na Europa)

George (só na Austrália)

Grisalho – “Grizzle” (só na Austrália)

Frisado – “Frizzle” (só conhecido na Europa)

Notas

A mutação branca é epistática sobre todas as outras. Aves de genótipo branco são sempre brancas independentemente de outras combinações.

O face-castanha é uma combinação de face-cinzenta numa ave de linha castanha.

Os “vermelhos” são geralmente castanhos Peito-laranja + Peito-Preto + Face-preta.

O “Phaeo” é uma ave de linha Isabel Peito-laranja + Peito-Preto + Face-preta. O Phaeo extremo apenas Se atinge em linhas Isabel castanhas.

Os “pretos” são uma forma extrema da Face-preta. Uma verdadeira mutação “Corpo Preto” apenas ocorre na Austrália, embora não seja ainda reconhecida como distinta do Face Preta.

Híbridos:  

É possível sua hibridação com quase todas as espécies de diamantes australianos e outras estrildias. As mais comuns são com babetes  de gola longa, curta, bichenow e senegal vermelho.

Híbrido de Diamante Mandarim & Diamante Modesto:

modestoxmandarin modestoxmandarin2 modestoxmandarin3 modestoxmandarin4

Híbrido de Diamante Mandarim & Diamante Bavete cauda longa:

mandarinxbabero mandarinxbabero2 mandarinxbabero3

Híbrido de Diamante Mandarim & Amarante do Senegal:

mandarinxsengalirojo

Híbrido de Diamante Mandarim & Diamante Bichenov:

mandarinxbichenow mandarinxbichenow2

Curiosidades

Ao contrario de outras aves, beber agua por sucção permite ao Mandarim beber mais rápido e poder aproveitar as gotas de agua que ficam retidas nas folhas, ou em fendas de pedras.

diamantemandarin5

 

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